“The reason people find it so hard to be happy is that they always see the past better than it was, the present worse that it is, and the future less resolved than it will be – Marcel Pagnol”
“The art of happiness is to neutralize or minimize the internal forces that torture us – unknown”
A forma que nos inserimos no mundo direciona nossa possibilidade de sermos + ou - felizes ?
Parece que existe um componente genético que nos predispõem a nos sentirmos mais ou menos felizes. Até aceito bem a teoria, mas a genética é só uma parte do cenário... As “circunstancias da vida” têm também sua participação.
Penso também que dinheiro não traz felicidade, mas que ajuda, ajuda (como dizem por aí...)! Estudos confirmam também que a felicidade independe do nível de rendimentos da pessoa (para aqueles onde as necessidades básicas já foram garantidas, claro). Sabe-se que o que importa é como o sujeito a percebe, e não seu valor absoluto.
Existe uma pequena relação entre felicidade e status social/nível educacional. Por outro lado, o cargo ocupado e satisfação sentida têm uma relação mais direta. Agora, o desemprego afeta sim esta percepção. Numerosos estudos nos EUA comprovam que o desemprego contribui para uma gama de distúrbios psicológicos - desde apatia, desamparo ou irritabilidade até sintomas somáticos graves de stress.
E o gênero ou idade da pessoa? Estudos indicam também que a idade ou o sexo também não influenciam na felicidade. Os picos e vales entre um estado e outro podem ocorrer de forma diferente, mas o nível médio foi comprovado como igual.
Mas aí entra o componente de cada um de nós. E aí a coisa muda...
Controle interno vs. Controle externo
Existe uma corrente psicológica que diferencia as pessoas por sua forma de “olhar” o mundo (entre outras questões). O interessante é que eles categorizaram as pessoas em duas formas dependendo de como suas ações são orientadas, onde colocam o controle de suas vidas. Podemos ser orientados internamente ou externamente. A pessoa orientada para seu interior, num exemplo extremo, é alguém que pensa que pode fazer qualquer coisa, nada é impossível. Essas pessoas acreditam que estão no controle de suas vidas. Consideram-se senhores de seu destino. Tendem a ser proativas e empreendedoras. No lado oposto, pessoas orientadas para o externo percebem-se como vítimas do ambiente. Tudo que acontece tem relação com a sorte, destino ou os outros. Essas pessoas tendem a desistir antes mesmo de começar. São mais reativas do que proativas. Falta a elas o sentimento de eficácia pessoal, de que podem controlar o ambiente. E assim, seu derrotismo resulta em total passividade – um caminho que não passa pela felicidade com certeza. O controle percebido – ou mesmo a ilusão de estar no controle – normalmente tem um efeito positivo no sentimento de bem-estar e serve como um “buffer” contra o stress. A sensação de perda de controle ou de desamparo – a percepção de que qualquer atitude seria inútil – leva a uma sensação de desesperança e é reconhecidamente vista como uma receita para a depressão. Então, uma forma de conseguirmos a felicidade é sermos proativos. Emulando pessoas com controle interno, precisamos acreditar que fazemos a diferença. Ficar sentado esperando por um milagre não nos levará a lugar algum. Sendo os mestres de nossas próprias vidas podemos nos guiar a uma vida com mais sentido e plenitude. Precisamos dizer a nós mesmos que não somos somente resultado das circunstâncias, somos agentes de mudança.
Otimismo vs. Pessimismo
O elo entre felicidade e temperamento é evidenciado também pelo nosso nível de otimismo. Estudos indicam que o otimismo é um ótimo mecanismo de defesa para a infelicidade. Ter uma atitude positiva frente à vida torna os otimistas, por definição, mais felizes que os pessimistas. A psicologia positiva enfatiza que o otimismo gera frutos: coisas positivas acontecem mais a pessoas que pensam positivo. Os otimistas lidam melhor com o stress, tem saúde melhor, e parece que são mais bem sucedidos. Uma coisa a pensar: foi comprovado que o otimismo é contagioso – uma pessoa com pensamentos positivos ativa pensamentos positivos nos outros. Mas gente, tudo com equilíbrio, certo ? O otimista saudável é aquele que tem a habilidade para identificar o que esta em seu controle e pode influenciar, do que o que não esta.
Extrovertidos vs. Introvertidos
Extroversão tem um grande papel para a felicidade. Extrovertidos tendem a ser mais perceptivos ao ambiente. Como respondem de forma mais afirmativa e segura a emoções positivas do ambiente, parece que tem a tendência de serem mais felizes. Procuram pessoas e estabelecem relações mais positivas. Parece que estes comportamentos explicam bem o motivo de pessoas mais sociáveis no geral, terem uma sensação de maior satisfação na vida.
Alta vs. Baixa Autoestima
Um outro elemento de nossa Weltanschauung é o nosso senso de autoestima. Para que a felicidade nos visite, precisamos ter uma autoavaliação positiva caracterizada por qualidades tais como autoaceitação e respeito próprio. Um dos melhores indicadores de felicidade parece ser o quão confortável estamos conosco mesmos. Pessoas que gostam de si mesmas são mais abertas. Essa abertura oferece a oportunidade de uma troca verdadeira, o que resulta na criação de laços com outras pessoas.
Nos lembrando principalmente das coisas que deram certo em vez das que deram errado na vida, pode construir um “buffer” contra a infelicidade, tornando-nos mais capazes de receber os socos da vidas quando eles vierem.
Então o que precisamos para sermos felizes é: sermos otimistas, termos nossa autoestima estruturada de modo positivo, sermos responsáveis por nossas ações, gostarmos do contato com outras pessoas, fazermos o que gostamos e vermos valor nisso. Fácil ?
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