Como tem gente espírito de porco nessa terra, né ?
Ontem eu estava a pé e peguei aquela chuvona. Tava andando, ou melhor, pulando entre poças, quando um fdp maldosamente passou com seu carro e me deu um banho ! Foi de propósito pode crer...
Pergunto, o que faz um cara ser tão espírito de porco e se divertir com isso ?
Na verdade me pergunto sobre essas pequenas atitudes maldosas que todos nós, uma hora ou outra, deixamos escapar...
A natureza humana é complexa, eu sei. Nossos desejos e impulsos atuam a cada instante, assim como a repressão, censura e outros mecanismos egóicos. Uma hora, algo “escapa”...A psicologia e filosofia estão aí para nos trazer um pouco de luz.
Mas isso não me deixa menos p...Passei o dia inteiro úmida e suja em função desta besta!
Questões,aprendizados e sei lá mais o que aparecer...
Meus links favoritos
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A parte que me cabe....
Penso que infelizmente existem poucos ambientes organizacionais que convidem, abram as portas e abracem as pessoas em sua integralidade. Apesar do crescimento de sua importância, ainda empregamos as pessoas baseados nas abordagens de ontem. Conformidade com o “status quo”, eficiência e produtividade abasteceram a economia produtiva durante quase todo século 20... e ainda procuramos pessoas baseados nestes princípios. O século 20 esta em nossos retrovisores, mas as regras estão mudando rapidamente. Hoje, frente a um mundo extremamente globalizado, comunicação on-line, twitter, facebook, celulares 3G, ciclos de vida de produtos/empresas/profissões/pessoais cada vez menores, estar em conformidade muitas vezes pode também ser uma grande barreira para o que é realmente necessário ao sucesso (nosso, dos outros ou das organizações)
Esta é uma mudança significativa e nós simplesmente ainda não fizemos a transição apropriada no nosso modo de liderar, na real natureza das organizações, de modo a sobreviver e sermos bem sucedidos neste novo terreno. Precisamos agora de novos arquétipos e nova linguagem para realizarmos o trabalho e construirmos relações e organizações de sucesso. Precisamos agora desaprender muitas coisas...ou aprender a aprender continuamente? Precisamos parar de contribuir para a criação de problemas e começar a construir uma nova abordagem do “espaço social de trabalho” em que possamos viver e produzir plenamente. Vemos por aí ainda um esforço tremendo para impedir que as pessoas sejam, e tenham, uma conexão verdadeira com seu trabalho, vemos ainda grandes esforços para manter o “status quo”. Isso precisa mudar !
Existe outro problema: Quando admitimos alguém em nossos quadros, esquecemos que admitimos pessoas inteiras (com competências e habilidades técnicas, com pontos fortes e, acima de tudo, com luz e sombra), mas a tendência é tentarmos enquadrá-las nos “conformes”. Quando candidatos recebem a informação de que “pessoas são nosso grande negócio”, que “criatividade e honestidade são nossos valores”, e que “valorizamos a contribuição única e especial de cada indivíduo”, acreditam ingenuamente que poderão ser em sua plenitude ? Talvez...Porém, uma vez dentro das organizações são bombardeadas por mensagens explícitas e implícitas de necessidade de adequação, de não causar turbulências e “jogar o jogo”. Onde esta a coerência ? A questão que deve ser abordada para termos pessoas e organizações realmente alinhadas e integralmente comprometidas, é a necessidade de entendermos previamente o que é a realidade organizacional - A combinação cultura vs. Indivíduo tem de ser definida, assim como a necessidade de mudança vs. motivações para manter “status quo” ou a psicodinâmica da organização e de seus líderes.
Acredito que os negócios hoje são tão complexos, tão rápidos e tão custosos que devemos admitir e conhecer as peculiaridades de cada organização; que as pessoas que a compõem também trazem suas próprias idiossincrasias; que as aquisições de nova mão-de-obra/talentos tem de ser feitas cuidadosamente, com acompanhamento e com tempo de maturação pós admissão. Só assim poderíamos começar a falar em estarmos inteiros.
Sempre haverá a necessidade de adequação (ou conformidade) quando participarmos de alguma comunidade ou organização. Existem certos acordos não verbais estabelecidos e aceitos quando somos admitidos num grupo social, que seja uma empresa, uma organização, um clube ou uma igreja. Porém precisamos tentar perceber, entender e nos posicionar no que esta implícito e não verbalizado. Existem diversas questões que influenciam e moldam a cultura de um grupo, incluindo aí nossas próprias atitudes e relações.
Aí é que esta uma oportunidade poderosa para assumirmos nossa responsabilidade !
Esta é uma mudança significativa e nós simplesmente ainda não fizemos a transição apropriada no nosso modo de liderar, na real natureza das organizações, de modo a sobreviver e sermos bem sucedidos neste novo terreno. Precisamos agora de novos arquétipos e nova linguagem para realizarmos o trabalho e construirmos relações e organizações de sucesso. Precisamos agora desaprender muitas coisas...ou aprender a aprender continuamente? Precisamos parar de contribuir para a criação de problemas e começar a construir uma nova abordagem do “espaço social de trabalho” em que possamos viver e produzir plenamente. Vemos por aí ainda um esforço tremendo para impedir que as pessoas sejam, e tenham, uma conexão verdadeira com seu trabalho, vemos ainda grandes esforços para manter o “status quo”. Isso precisa mudar !
Existe outro problema: Quando admitimos alguém em nossos quadros, esquecemos que admitimos pessoas inteiras (com competências e habilidades técnicas, com pontos fortes e, acima de tudo, com luz e sombra), mas a tendência é tentarmos enquadrá-las nos “conformes”. Quando candidatos recebem a informação de que “pessoas são nosso grande negócio”, que “criatividade e honestidade são nossos valores”, e que “valorizamos a contribuição única e especial de cada indivíduo”, acreditam ingenuamente que poderão ser em sua plenitude ? Talvez...Porém, uma vez dentro das organizações são bombardeadas por mensagens explícitas e implícitas de necessidade de adequação, de não causar turbulências e “jogar o jogo”. Onde esta a coerência ? A questão que deve ser abordada para termos pessoas e organizações realmente alinhadas e integralmente comprometidas, é a necessidade de entendermos previamente o que é a realidade organizacional - A combinação cultura vs. Indivíduo tem de ser definida, assim como a necessidade de mudança vs. motivações para manter “status quo” ou a psicodinâmica da organização e de seus líderes.
Acredito que os negócios hoje são tão complexos, tão rápidos e tão custosos que devemos admitir e conhecer as peculiaridades de cada organização; que as pessoas que a compõem também trazem suas próprias idiossincrasias; que as aquisições de nova mão-de-obra/talentos tem de ser feitas cuidadosamente, com acompanhamento e com tempo de maturação pós admissão. Só assim poderíamos começar a falar em estarmos inteiros.
Sempre haverá a necessidade de adequação (ou conformidade) quando participarmos de alguma comunidade ou organização. Existem certos acordos não verbais estabelecidos e aceitos quando somos admitidos num grupo social, que seja uma empresa, uma organização, um clube ou uma igreja. Porém precisamos tentar perceber, entender e nos posicionar no que esta implícito e não verbalizado. Existem diversas questões que influenciam e moldam a cultura de um grupo, incluindo aí nossas próprias atitudes e relações.
Aí é que esta uma oportunidade poderosa para assumirmos nossa responsabilidade !
domingo, 18 de abril de 2010
Teatro interno, inteligência emocional e Liderança
Organizações são muito parecidas com carros. Carros não saem por aí sozinhos... A não ser ladeira abaixo !
Pois é, penso que a eficácia dos colaboradores de uma empresa – particularmente a dos indivíduos na liderança – determina o desempenho da “máquina” organizacional. Se a dimensão de liderança não estiver apropriadamente em exercício, as organizações simplesmente não conseguem ser bem sucedidas.
Com o tempo e a experiência compreendi que se eu quiser entender o que é liderança tinha que me aprofundar mais, tinha que ir mais fundo do que o que é observado, do que é o óbvio. Tinha que prestar atenção na dinâmica interna e social que se apresenta a todo momento quando pessoas interagem. Tinha que observar o “playground” entre líderes e subordinados, aos processos psicodinâmicos inconscientes e invisíveis, e que influenciam o comportamento dos indivíduos, das duplas, triângulos e grupos. Compreendi que tinha que escolher a abordagem tridimensional para entender a vida organizacional. Uma perspectiva que sonda por baixo da superfície e das aparências. Observar os ocultos, as expectativas e motivações e medos inconscientes(meus e dos outros).
Participei de diversas implantações, diversas novas missões, novas estratégias e me perguntava do porque as coisas se perdiam no decorrer dos meses. Até que li, aprendi e vivenciei que planos bem elaborados e bem intencionados vão por água abaixo no dia-a-dia das organizações porque há forças inconscientes que afetam o comportamento humano. O caldeirão em ebulição da diversidade das necessidades motivacionais inconscientes que compõe a mente humana busca sempre um canal de expressão – mesmo que signifique a sabotagem de uma apresentação, de uma promoção ou um plano de longo prazo para a globalização e sucesso de um negócio.
Recuperando minha formação e minhas incansáveis leituras aprendi que cada um de nós tem uma mistura de necessidades motivacionais únicas e muito especiais que determinam nosso caráter e criam nossa vida mental.
O triângulo dinâmico - Cognição/pensamento; afeto/sentimento; comportamento´- é que modula quem somos. Nenhum aspecto deste triângulo pode ser abordado separadamente. A configuração e sua dinâmica é que importa. A cognição ( a parte da mente que se relaciona com o pensamento, raciocínio e intelecto) é essencial, mas o afeto ligado a ela também o é - os diversos “sabores” emocionais são o que nos tornam únicos, são nosso toque de humanidade. A cognição e o afeto ligado a ela determinam que comportamento teremos e as ações tomadas.
Considerando a importância do teatro interno em cada um de nós - composto por nossos pensamentos, afetos e comportamentos - a inteligência emocional tem papel vital na equação de liderança. Estudos comprovam que pessoas inteligentes emocionalmente são melhores líderes.
Tornar-se mais emocionalmente inteligente, acredito eu, é uma tarefa/jornada experiencial infelizmente. Podemos ler sobre o assunto, tornando-nos mais conscientes do que é, mas a transformação só acontece via aprendizado - via amigos, chefes parceiros, esposas/maridos, sessões de coaching, terapia ou outro profissional - que nos ajudam a perceber nossos pontos cegos e entender como interagimos com os outros.
Então como nos tornarmos líderes de verdade ? Do que é composto o carisma e a liderança transformacional ? Que competências, práticas e responsabilidades compõe um líder eficaz ?
O estilo de liderança de cada um – uma síntese dos vários papéis que ela escolhe adotar - é um complexo relacionamento entre o teatro interno de cada um e expresso em temas centrais (que é influenciado por traços e comportamentos), as competências que a pessoa desenvolve durante sua vida e o contexto em que a pessoa opera.
Mas, como diz Kets de Vries , para entendermos do teatro interno temos de entender que:
1. O que você vê não é necessariamente a realidade
2. A irracionalidade esta baseada na realidade
3. As pessoas são o produto do seu passado
A questão da boa liderança, o conhecimento da existência do teatro interno em cada um de nós e sua conexão com inteligência emocional faz-se necessária.
Só pra lembrar - Os 3 princípios primários da inteligência emocional são:
1.Conhecer suas emoções
2.Aprender a gerenciar estas emoções
3.Aprender a reconhecer e lidar com as emoções dos outros
Tem mais - Necessitamos desenvolver também:
a.Escuta ativa
b.Captar a comunicação não verbal
c.Entender e saber lidar com os diversos aspectos das emoções/sentimentos
Já pensou ?
Pois é, penso que a eficácia dos colaboradores de uma empresa – particularmente a dos indivíduos na liderança – determina o desempenho da “máquina” organizacional. Se a dimensão de liderança não estiver apropriadamente em exercício, as organizações simplesmente não conseguem ser bem sucedidas.
Com o tempo e a experiência compreendi que se eu quiser entender o que é liderança tinha que me aprofundar mais, tinha que ir mais fundo do que o que é observado, do que é o óbvio. Tinha que prestar atenção na dinâmica interna e social que se apresenta a todo momento quando pessoas interagem. Tinha que observar o “playground” entre líderes e subordinados, aos processos psicodinâmicos inconscientes e invisíveis, e que influenciam o comportamento dos indivíduos, das duplas, triângulos e grupos. Compreendi que tinha que escolher a abordagem tridimensional para entender a vida organizacional. Uma perspectiva que sonda por baixo da superfície e das aparências. Observar os ocultos, as expectativas e motivações e medos inconscientes(meus e dos outros).
Participei de diversas implantações, diversas novas missões, novas estratégias e me perguntava do porque as coisas se perdiam no decorrer dos meses. Até que li, aprendi e vivenciei que planos bem elaborados e bem intencionados vão por água abaixo no dia-a-dia das organizações porque há forças inconscientes que afetam o comportamento humano. O caldeirão em ebulição da diversidade das necessidades motivacionais inconscientes que compõe a mente humana busca sempre um canal de expressão – mesmo que signifique a sabotagem de uma apresentação, de uma promoção ou um plano de longo prazo para a globalização e sucesso de um negócio.
Recuperando minha formação e minhas incansáveis leituras aprendi que cada um de nós tem uma mistura de necessidades motivacionais únicas e muito especiais que determinam nosso caráter e criam nossa vida mental.
O triângulo dinâmico - Cognição/pensamento; afeto/sentimento; comportamento´- é que modula quem somos. Nenhum aspecto deste triângulo pode ser abordado separadamente. A configuração e sua dinâmica é que importa. A cognição ( a parte da mente que se relaciona com o pensamento, raciocínio e intelecto) é essencial, mas o afeto ligado a ela também o é - os diversos “sabores” emocionais são o que nos tornam únicos, são nosso toque de humanidade. A cognição e o afeto ligado a ela determinam que comportamento teremos e as ações tomadas.
Considerando a importância do teatro interno em cada um de nós - composto por nossos pensamentos, afetos e comportamentos - a inteligência emocional tem papel vital na equação de liderança. Estudos comprovam que pessoas inteligentes emocionalmente são melhores líderes.
Tornar-se mais emocionalmente inteligente, acredito eu, é uma tarefa/jornada experiencial infelizmente. Podemos ler sobre o assunto, tornando-nos mais conscientes do que é, mas a transformação só acontece via aprendizado - via amigos, chefes parceiros, esposas/maridos, sessões de coaching, terapia ou outro profissional - que nos ajudam a perceber nossos pontos cegos e entender como interagimos com os outros.
Então como nos tornarmos líderes de verdade ? Do que é composto o carisma e a liderança transformacional ? Que competências, práticas e responsabilidades compõe um líder eficaz ?
O estilo de liderança de cada um – uma síntese dos vários papéis que ela escolhe adotar - é um complexo relacionamento entre o teatro interno de cada um e expresso em temas centrais (que é influenciado por traços e comportamentos), as competências que a pessoa desenvolve durante sua vida e o contexto em que a pessoa opera.
Mas, como diz Kets de Vries , para entendermos do teatro interno temos de entender que:
1. O que você vê não é necessariamente a realidade
2. A irracionalidade esta baseada na realidade
3. As pessoas são o produto do seu passado
A questão da boa liderança, o conhecimento da existência do teatro interno em cada um de nós e sua conexão com inteligência emocional faz-se necessária.
Só pra lembrar - Os 3 princípios primários da inteligência emocional são:
1.Conhecer suas emoções
2.Aprender a gerenciar estas emoções
3.Aprender a reconhecer e lidar com as emoções dos outros
Tem mais - Necessitamos desenvolver também:
a.Escuta ativa
b.Captar a comunicação não verbal
c.Entender e saber lidar com os diversos aspectos das emoções/sentimentos
Já pensou ?
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Pedras no meio do caminho
Não sei se vcs viram, mas um dia desses passou na Oprah a Byron Katie.(Um aparte: consultor independente é assim mesmo, fica sem fazer nada de vez em quando...rrrssss).
Essa simpática senhora desenvolveu um trabalho muito interessante sobre um processo que ela batizou como “The Work” ou “O Trabalho”. Como sou metida a besta, vou continuar a chamar “The Work” como “The Work”, ok ? A tradução não me soa bem! Enfim, são 4 perguntas que você faz para “limpar” questões que estão te incomodando (no significado geral ou específico; do mais ínfimo ao que deixa seu “coração peludo” - no mau sentido). É uma técnica bastante zen, se vc pensar mais seriamente. Não é a solução para todos os nossos problemas, mas faz com que vc se desprenda das coisas e veja a vida da forma que ela realmente é: simples, às vezes crua. Dá a oportunidade portanto, de resignificar as coisas com um pouco menos de interpretações subjetivas, com um pouco menos de nossos conteúdos internos.
Sou formada em Psicologia, mas os anos de intenso trabalho organizacional me tornaram uma pessoa bastante pragmática. Este pragmatismo todo fez com que eu optasse, como segunda carreira, por ser Coach – ou seja, apoiar as pessoas em seus projetos de mudança, a ajudar conquistarem seus objetivos de uma forma mais estruturada/objetiva. Uma abordagem, diria eu, complementar ao trabalho terapêutico tradicional.
Mas voltando: A técnica oferece mais uma forma de, mais uma abordagem para, arrancarmos o “véu” e nos liberar das intensas interpretações de nossa mente. A Katie (e eu também) acredita que sofrer é opcional. Sempre que enfrentamos um sentimento estressante – qualquer coisa, desde um leve desconforto até a tristeza, raiva ou desespero profundo – devemos entender que ali existe um pensamento específico causando uma reação, consciente ou inconscientemente. A forma de controlar nosso stress é investigar o pensamento que está por trás.
“The Work” é simplesmente questionar-se. 4 questões muito específicas que nos levam a respostas. Não é nada sem as respostas.
O que eu achei bacana neste processo é que ele simplesmente nos permite um mergulho à procura de nossa felicidade, de experienciar o que já existe dentro de nós, imutável, sempre presente, sempre esperando. Não é necessário um professor. Somos os professores que sempre estivemos aguardando. Somos quem pode encerrar nossos próprios sofrimentos.
Interessante notar, assim como no zen, que tudo começa quando nosso pensamento briga com a realidade. O momento que começamos a sofrer é quando acreditamos num pensamento que antagoniza a realidade, ou, o que é. Quando a mente esta tranqüila, a realidade, o que é, é o que queremos. Querer que a realidade fosse diferente do que é, é irrelevante. Não muda nada. Pode parecer depressivo, mas pense que todo o stress que sentimos é causado pela discussão, por não aceitarmos o que é.
Outra coisa interessante na contextualização do processo é perceber que muito do que sofremos está ligado a estarmos mentalmente vivendo assuntos que não nos dizem respeito. A autora nos lembra que existem somente 3 tipos de assuntos: o meu, o seu e o de Deus (significando a Realidade). Se eu estou mentalmente ligada aos assuntos seus ou aos de “Deus”, estou separada dos meus. Se você vive sua vida e eu mentalmente estou vivendo a sua vida, quem esta aqui vivendo a minha ? Estar em sua vida me mantém longe da minha. Estou separada de mim mesma e pensando por que a minha vida não “funciona”. Se eu entender suficientemente bem que existem 3 tipos de assunto (os meus, os seus e os de “Deus”), e permanecer no que me diz respeito, estarei me libertando para viver a minha vida de uma forma inimaginável.
Mais uma questão zen - Um pensamento não é danoso até que acreditemos nele. Não são os pensamentos, mas a ligação com eles que nos fazem sofrer. As famosas crenças! Estar ligado a um pensamento significa acreditar que ele é verdadeiro sem questionamentos. Uma crença é um pensamento sem investigação que está “grudado” em mim, por vezes, durante toda a vida. Pense no vento. O vento não age de forma pessoal, ele simplesmente existe. Assim é o pensamento. Ele aparece naturalmente, e pela argüição podemos ser seus amigos. Devemos encontrá-lo com compreensão.
Estar em contato com nossa história é estar em contato com nossos pensamentos, ou seqüências de pensamentos. Uma história pode ser sobre o presente, sobre o passado ou futuro. Pode ser sobre como as coisas deveriam ser, são ou poderiam ser. Histórias aparecem em nossa mente centenas de vezes num dia e normalmente são teorias não investigadas , dando um significado às coisas. Nós nem ao menos percebemos que são na verdade teorias não testadas, pensamentos, crenças.
Mais do que entender a causa original de nosso sofrimento – um pensamento – tentamos encerrar o desconforto olhando para fora. Tentamos mudar alguém, buscamos sexo, comida, álcool, drogas, dinheiro ou poder. Alcançamos com isso uma alternativa temporária de conforto ou a ilusão de controle. Mas importante lembrar que este sofrimento é na realidade um alarme que diz: “você foi pego no sonho!”. Depressão, dor ou medo são “presentinhos” que dizem: “querida ! Dá uma olhada no que você está pensando agora. Você esta vivendo uma história que não é verdadeira!”. Pegos na armadilha, tentamos alterar e manipular estes sentimentos culpando o mundo externo. Mas note que o sentimento vem antes do pensamento ! Esta é a razão dele ser um alarme que permite saber que existe uma crença a ser trabalhada. Depois que entendemos , pelo questionamento que existe uma crença limitante que nos causa sofrimento é mais fácil nos afastarmos da dor.
Quais são as 4 perguntas afinal ?
1. Isto é verdade ? (se a resposta for “Não” vá para a questão 3)
2. Você pode saber, com absoluta certeza, que isso é verdade ?
3. Como você reage, como você se sente, o que acontece quando você acredita neste pensamento/crença ?
4. Quem você seria sem este pensamento/crença ?
e
Inverta este pensamento !
Você pode encontrar outras inversões ?
Dê exemplos genuínos para cada inversão
Well gente, eu me aventurei e, com respostas honestas e desejando verdadeiramente entender o que está encoberto pelos meus pensamentos estressantes/crenças limitantes, consegui progredir mais um pouquinho nessa jornada que é a vida ! Mas que é duro é....
Pense nisso !
(mais informações: http://www.thework.com/index.asp ou o livro “ Ame a Realidade” da Byron Katie)
Essa simpática senhora desenvolveu um trabalho muito interessante sobre um processo que ela batizou como “The Work” ou “O Trabalho”. Como sou metida a besta, vou continuar a chamar “The Work” como “The Work”, ok ? A tradução não me soa bem! Enfim, são 4 perguntas que você faz para “limpar” questões que estão te incomodando (no significado geral ou específico; do mais ínfimo ao que deixa seu “coração peludo” - no mau sentido). É uma técnica bastante zen, se vc pensar mais seriamente. Não é a solução para todos os nossos problemas, mas faz com que vc se desprenda das coisas e veja a vida da forma que ela realmente é: simples, às vezes crua. Dá a oportunidade portanto, de resignificar as coisas com um pouco menos de interpretações subjetivas, com um pouco menos de nossos conteúdos internos.
Sou formada em Psicologia, mas os anos de intenso trabalho organizacional me tornaram uma pessoa bastante pragmática. Este pragmatismo todo fez com que eu optasse, como segunda carreira, por ser Coach – ou seja, apoiar as pessoas em seus projetos de mudança, a ajudar conquistarem seus objetivos de uma forma mais estruturada/objetiva. Uma abordagem, diria eu, complementar ao trabalho terapêutico tradicional.
Mas voltando: A técnica oferece mais uma forma de, mais uma abordagem para, arrancarmos o “véu” e nos liberar das intensas interpretações de nossa mente. A Katie (e eu também) acredita que sofrer é opcional. Sempre que enfrentamos um sentimento estressante – qualquer coisa, desde um leve desconforto até a tristeza, raiva ou desespero profundo – devemos entender que ali existe um pensamento específico causando uma reação, consciente ou inconscientemente. A forma de controlar nosso stress é investigar o pensamento que está por trás.
“The Work” é simplesmente questionar-se. 4 questões muito específicas que nos levam a respostas. Não é nada sem as respostas.
O que eu achei bacana neste processo é que ele simplesmente nos permite um mergulho à procura de nossa felicidade, de experienciar o que já existe dentro de nós, imutável, sempre presente, sempre esperando. Não é necessário um professor. Somos os professores que sempre estivemos aguardando. Somos quem pode encerrar nossos próprios sofrimentos.
Interessante notar, assim como no zen, que tudo começa quando nosso pensamento briga com a realidade. O momento que começamos a sofrer é quando acreditamos num pensamento que antagoniza a realidade, ou, o que é. Quando a mente esta tranqüila, a realidade, o que é, é o que queremos. Querer que a realidade fosse diferente do que é, é irrelevante. Não muda nada. Pode parecer depressivo, mas pense que todo o stress que sentimos é causado pela discussão, por não aceitarmos o que é.
Outra coisa interessante na contextualização do processo é perceber que muito do que sofremos está ligado a estarmos mentalmente vivendo assuntos que não nos dizem respeito. A autora nos lembra que existem somente 3 tipos de assuntos: o meu, o seu e o de Deus (significando a Realidade). Se eu estou mentalmente ligada aos assuntos seus ou aos de “Deus”, estou separada dos meus. Se você vive sua vida e eu mentalmente estou vivendo a sua vida, quem esta aqui vivendo a minha ? Estar em sua vida me mantém longe da minha. Estou separada de mim mesma e pensando por que a minha vida não “funciona”. Se eu entender suficientemente bem que existem 3 tipos de assunto (os meus, os seus e os de “Deus”), e permanecer no que me diz respeito, estarei me libertando para viver a minha vida de uma forma inimaginável.
Mais uma questão zen - Um pensamento não é danoso até que acreditemos nele. Não são os pensamentos, mas a ligação com eles que nos fazem sofrer. As famosas crenças! Estar ligado a um pensamento significa acreditar que ele é verdadeiro sem questionamentos. Uma crença é um pensamento sem investigação que está “grudado” em mim, por vezes, durante toda a vida. Pense no vento. O vento não age de forma pessoal, ele simplesmente existe. Assim é o pensamento. Ele aparece naturalmente, e pela argüição podemos ser seus amigos. Devemos encontrá-lo com compreensão.
Estar em contato com nossa história é estar em contato com nossos pensamentos, ou seqüências de pensamentos. Uma história pode ser sobre o presente, sobre o passado ou futuro. Pode ser sobre como as coisas deveriam ser, são ou poderiam ser. Histórias aparecem em nossa mente centenas de vezes num dia e normalmente são teorias não investigadas , dando um significado às coisas. Nós nem ao menos percebemos que são na verdade teorias não testadas, pensamentos, crenças.
Mais do que entender a causa original de nosso sofrimento – um pensamento – tentamos encerrar o desconforto olhando para fora. Tentamos mudar alguém, buscamos sexo, comida, álcool, drogas, dinheiro ou poder. Alcançamos com isso uma alternativa temporária de conforto ou a ilusão de controle. Mas importante lembrar que este sofrimento é na realidade um alarme que diz: “você foi pego no sonho!”. Depressão, dor ou medo são “presentinhos” que dizem: “querida ! Dá uma olhada no que você está pensando agora. Você esta vivendo uma história que não é verdadeira!”. Pegos na armadilha, tentamos alterar e manipular estes sentimentos culpando o mundo externo. Mas note que o sentimento vem antes do pensamento ! Esta é a razão dele ser um alarme que permite saber que existe uma crença a ser trabalhada. Depois que entendemos , pelo questionamento que existe uma crença limitante que nos causa sofrimento é mais fácil nos afastarmos da dor.
Quais são as 4 perguntas afinal ?
1. Isto é verdade ? (se a resposta for “Não” vá para a questão 3)
2. Você pode saber, com absoluta certeza, que isso é verdade ?
3. Como você reage, como você se sente, o que acontece quando você acredita neste pensamento/crença ?
4. Quem você seria sem este pensamento/crença ?
e
Inverta este pensamento !
Você pode encontrar outras inversões ?
Dê exemplos genuínos para cada inversão
Well gente, eu me aventurei e, com respostas honestas e desejando verdadeiramente entender o que está encoberto pelos meus pensamentos estressantes/crenças limitantes, consegui progredir mais um pouquinho nessa jornada que é a vida ! Mas que é duro é....
Pense nisso !
(mais informações: http://www.thework.com/index.asp ou o livro “ Ame a Realidade” da Byron Katie)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Metade da Jornada
Faço parte de um network onde esta semana surgiu uma discussão acalorada. Um de nossos colegas passou a vaga de abaixo:
Empresa de seleção de jovens executivos, busca identificar profissional para a vaga de Comunicação para uma multinacional americana com posição de destaque em diversos setores.
Posição baseada em São Paulo com reporte para Diretor LA. Profissional será responsável por guiar o time de comunicação e estabelecer estratégia regional de comunicação, produtos e serviços e programas relacionados na América Latina.
Experiência desejável:
* 7 a 10 anos de experiência em atividades que englobem marketing corporativo, comunicação institucional, arquitetura de marca, branding, publicidade e relações públicas.
* Vivência no gerenciamento de agência de propaganda, orçamento de comunicação, reporte de métricas e resultados de ações.
* Liderança de equipe, alinhamento de estratégia de marca e comunicação.
* Atuação nos setores químico, óleo&gás, energia, construção, cuidados pessoais.
* Fluência no Inglês e altamente desejável no Espanhol.
* Pós graduação, MBA preferido
Este profissional será responsável por:
* Criar e alinhar estratégia de produto, serviços e marca
* Estratégia e plano de comunicação com foco em brand equity
* Definição do mix, alocação de recursos, gerenciamento de agência, PR, media
* 25-40% viagens domésticas e pela América Latina
Perfil:
Maturidade
Liderança
Iniciativa
Hands-on
Criatividade
Relacionamento interpessoal excepcional e habilidade de criar relações
Experiência internacional / com diversas culturas
Habilidade de comunicação, objetividade e clareza
Visão estratégica de negócio, do detalhe ao todo
Habilidade de identificar talentos
Outra colega deste mesmo network candidatou-se. Em função do perfil absolutamente compatível, foi imediatamente contatada. A entrevista ia muito bem, até que a recrutadora perguntou a idade da candidata. Resposta: “42 anos”. E aí , minha gente, encerrou-se a oportunidade. Ela estava fora do perfil em função de sua idade.
A discussão acalorada abordou várias questões, tais como: idade como limite de competência, de energia, de adaptabilidade/resiliência, desatualização, conhecer com certa profundidade 6 setores econômicos vs. anos de exposição, visão estratégica, habilidade em identificar talentos, etc., etc., etc. Mercado com excesso de mão-de-obra...Enfim, superperfil para superpessoa. Claro que existem empresas que não limitam a competência pela idade. Mas percebo que percentualmente são minoria.
Tem algo errado, gente !
Com a expectativa de vida crescendo da forma que está, como uma pessoa, atualmente na faixa dos 40, vai passar os próximos 30 a 40 anos ?
Ela está na metade da jornada...
Pense nisso...
Empresa de seleção de jovens executivos, busca identificar profissional para a vaga de Comunicação para uma multinacional americana com posição de destaque em diversos setores.
Posição baseada em São Paulo com reporte para Diretor LA. Profissional será responsável por guiar o time de comunicação e estabelecer estratégia regional de comunicação, produtos e serviços e programas relacionados na América Latina.
Experiência desejável:
* 7 a 10 anos de experiência em atividades que englobem marketing corporativo, comunicação institucional, arquitetura de marca, branding, publicidade e relações públicas.
* Vivência no gerenciamento de agência de propaganda, orçamento de comunicação, reporte de métricas e resultados de ações.
* Liderança de equipe, alinhamento de estratégia de marca e comunicação.
* Atuação nos setores químico, óleo&gás, energia, construção, cuidados pessoais.
* Fluência no Inglês e altamente desejável no Espanhol.
* Pós graduação, MBA preferido
Este profissional será responsável por:
* Criar e alinhar estratégia de produto, serviços e marca
* Estratégia e plano de comunicação com foco em brand equity
* Definição do mix, alocação de recursos, gerenciamento de agência, PR, media
* 25-40% viagens domésticas e pela América Latina
Perfil:
Maturidade
Liderança
Iniciativa
Hands-on
Criatividade
Relacionamento interpessoal excepcional e habilidade de criar relações
Experiência internacional / com diversas culturas
Habilidade de comunicação, objetividade e clareza
Visão estratégica de negócio, do detalhe ao todo
Habilidade de identificar talentos
Outra colega deste mesmo network candidatou-se. Em função do perfil absolutamente compatível, foi imediatamente contatada. A entrevista ia muito bem, até que a recrutadora perguntou a idade da candidata. Resposta: “42 anos”. E aí , minha gente, encerrou-se a oportunidade. Ela estava fora do perfil em função de sua idade.
A discussão acalorada abordou várias questões, tais como: idade como limite de competência, de energia, de adaptabilidade/resiliência, desatualização, conhecer com certa profundidade 6 setores econômicos vs. anos de exposição, visão estratégica, habilidade em identificar talentos, etc., etc., etc. Mercado com excesso de mão-de-obra...Enfim, superperfil para superpessoa. Claro que existem empresas que não limitam a competência pela idade. Mas percebo que percentualmente são minoria.
Tem algo errado, gente !
Com a expectativa de vida crescendo da forma que está, como uma pessoa, atualmente na faixa dos 40, vai passar os próximos 30 a 40 anos ?
Ela está na metade da jornada...
Pense nisso...
terça-feira, 13 de abril de 2010
Transitions I (do livro do William Bridges)
The pace of change has speeded up greatly. But it is not just the pace of change that leaves us disorientated. To feel as though everything is "up in the air", as one so often does during times of personal transition, is endurable if it means something - if it is part of a movement toward a desired end. But if it is not related to some larger and beneficial pattern, it simply becomes distressing.
Moreover, the experience of being in transition is itself changing. Being in between marriages or careers takes a particularly painful quality when those things are changing profoundly. It is as if we launched out from a riverside dock to cross to a landing on the opposite shore – only to discover in midstream that the landing was no longer there. (And when we looked back at the other shore, we saw that the dock we had left from has broken loose and were heading downstream.) Stuck in transition between situations, relationships, and identities that are also in transition, many of us are caught in a semipermanent condition of transitionality.
Transition is a three phase process composed of (1) an ending, followed by (2) a period of confusion and distress - the neutral zone, and (3) a new beginning, for those who had come that far. It is seen as the natural process of disorientation and reorientation making the turning points in the path of growth.
Throughout nature, growth involves periodic accelerations and transformations: Things go slowly for a time and nothing seems to happen – until suddenly the eggshell cracks. With us is the same. Although the signs are less clear, the functions of transition times are the same. They are key times in the natural times process of development and self renewal. Without understanding of such natural times of transition, we are left impossibly hoping that change will bypass us and let us go on with our lives as before.
Letting go of an old situation, of suffering the confusing nowhere of in-betweenness, and of launching forth again in a new situation is difficult. Those who had chosen to make the changes that had put them into transition tend to minimize the importance of endings. Those who had gone into transition unwillingly or unwittingly found it very hard to admit that new beginnings and a new phase of their lives might be at hand. They all agree that the in-between place was strange and confusing.
Our old life has gone…So why is it so difficult to talk about ?
Moreover, the experience of being in transition is itself changing. Being in between marriages or careers takes a particularly painful quality when those things are changing profoundly. It is as if we launched out from a riverside dock to cross to a landing on the opposite shore – only to discover in midstream that the landing was no longer there. (And when we looked back at the other shore, we saw that the dock we had left from has broken loose and were heading downstream.) Stuck in transition between situations, relationships, and identities that are also in transition, many of us are caught in a semipermanent condition of transitionality.
Transition is a three phase process composed of (1) an ending, followed by (2) a period of confusion and distress - the neutral zone, and (3) a new beginning, for those who had come that far. It is seen as the natural process of disorientation and reorientation making the turning points in the path of growth.
Throughout nature, growth involves periodic accelerations and transformations: Things go slowly for a time and nothing seems to happen – until suddenly the eggshell cracks. With us is the same. Although the signs are less clear, the functions of transition times are the same. They are key times in the natural times process of development and self renewal. Without understanding of such natural times of transition, we are left impossibly hoping that change will bypass us and let us go on with our lives as before.
Letting go of an old situation, of suffering the confusing nowhere of in-betweenness, and of launching forth again in a new situation is difficult. Those who had chosen to make the changes that had put them into transition tend to minimize the importance of endings. Those who had gone into transition unwillingly or unwittingly found it very hard to admit that new beginnings and a new phase of their lives might be at hand. They all agree that the in-between place was strange and confusing.
Our old life has gone…So why is it so difficult to talk about ?
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